Muitos bebês têm um tom de pele claro, quase transparente – o que é pra
lá de normal e ninguém deve esquentar a cabeça com isso. Pais e mães
terão de se preocupar, no entanto, quando notarem certa palidez no
interior das pálpebras inferiores. Basta dar uma espiada ali para
verificar um dos primeiros sinais de anemia. Os outros sintomas são
fadiga, fraqueza, falta de apetite, cansaço e apatia.
A anemia nada mais é do que o resultado de uma quantidade insuficiente
da proteína hemoglobina. Parte integrante do sangue, ela tem a nobre
função de transportar às células o oxigênio necessário para seu perfeito
funcionamento. Hemoglobina de menos significa falta de ar nas células. E
com pouco combustível engrenagem nenhuma trabalha bem. Portanto, o
desenvolvimento físico, motor, psicológico, cognitivo e até a linguagem
da criança podem ser seriamente prejudicados.
Uma das causas do problema é a carência de ferro no organismo do
pequeno, um déficit que pode ter origem ainda na gestação ou ser a
conseqüência de uma alimentação inadequada após o nascimento. “Muitas
mães deixam de amamentar seu filho antes dos seis meses, substituindo o
leite materno – que supre todas as necessidades de ferro – pelo de vaca,
pobre nesse mineral”, observa o pediatra Fábio Ancona Lopez, da
Universidade Federal de São Paulo. “O correto, para quem precisa
interromper a amamentação, é dar ao pequeno uma fórmula infantil
enriquecida com o nutriente”, recomenda.
O tratamento da anemia consiste na reposição dos estoques de ferro por
meio de sulfato ferroso, uma substância que combate a anemia. A
alimentação, nem precisa dizer, também conta muito. No prato das
crianças, não devem faltar carne, frango, peixe, gema de ovo, soja,
lentilha, ervilha, espinafre, brócolis, couve e verduras com folhagens
escuras – todos esses alimentos são ótimas fontes do mineral.